terça-feira, 20 de julho de 2010

Morango Infectado.

Let me take you down
Cause I'm going to
Strawberry Fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever

Considero Beatles uma doença incurável. Sério.

A partir do momento que você começa a gostar de uma música, escuta um álbum inteiro e descobre o álbum Rubber Soul ou Sgt Pepper você está perdido. Passará um bom tempo... um bom tempo mesmo descobrindo tudo sobre a banda, ouvindo (várias vezes) todos os álbuns e depois vendo os filmes, ouvindo versões diferentes das músicas, ouvindo os álbuns individuais e sempre notando coisas diferentes nas melodias, sentindo coisas diferentes.

Há tantos elementos nas melodias dos álbuns que é muito difícil ignorar os sentimentos que elas provocam quando você escuta. Mesmo depois que a febre inicial passa (no meu caso, 14 anos ininterruptos), quando você pega um álbum para ouvir de novo aquilo a febre volta.

Se você não gosta, e Beatles não fede e nem cheira para você, cuidado. Você pode acabar queimando a língua ao descobrir algum álbum da banda. Digo tudo isso porque vi acontecer não apenas comigo, mas com meus amigos.A chata aqui mostrou o trecho de uma música e depois outra (inteira...) e depois emprestou o álbum inteiro. E pronto. Em algumas semanas eles sabiam mais detalhes sobre alguma letra da banda do que eu.

Foi exatamente isso que aconteceu comigo e com meu pai. Eu nunca liguei muito para banda quando criança. Eu era viciadinha sim na animação Yellow Submarine, mas era como mais um dos filmes que eu curtia na idade pelo conjunto visual x música ser fabuloso. O desenho me encantou tanto que eu o via legendado sem saber ler. É, eu não entendia nada. Digo, entendia do meu jeito, fazia a estória na minha cabeça e entrava na viagem dos Beatles.

Esse filme (junto com o já falado Mágico de Oz...) determinou meus gostos visuais e sonoros a ponto de eu não conseguir ver um clipe atual sem compará-lo com a sincronia música x imagem que o filme alcança.


Trecho do filme que contém a música Eleanor Rigby.

Quando acompanhei o documentário do Anthology com o meu pai aos 10 anos a coisa mudou. A cada trecho que passava no Fantástico eu ficava mais curiosa sobre as partes de músicas que nunca tinha ouvido. Aliás, não entendo como no Brasil a maioria das pessoas só conhece a fase inicial dos Beatles e ignora que certas musicas famosas como Come Toguether e Dont Let Me down são deles. Eu era uma dessas pessoas (criança..., pô, criança pode) e quando vi o clipe abaixo no Fantástico eu pensei...



Bem, não tem como descrever o que eu pensei. Nem o que eu senti. Melodia, voz, letra, clipe, tudo tudo tudo tudo me encantou, e olha que a música foi feita “recentemente” aproveitando takes de demos do Jonh. Eu passei a ouvir o Anthology e descobrir a banda do jeito ao contrário: ouvindo takes inacabados e deles ia ouvir a versão final nos vinis do meu pai.

Sei que é difícil para quem não gosta entender, mas ouvir uma banda explorando coisas diferentes desde o primeiro álbum até o último é algo único. Instrumentos diferentes, vocais variados. A criatividade daqueles cinco (considero aqui o produtor George Martin como um integrante ;P) era absurda, não tem como comparar com as bandas atuais que ficam na mesma coisa por vários álbuns, inclusive no mesmo álbum em que algumas músicas parecem se repetir de tanto que estão acomodados no som chiclete-vendável.

Até na atitude de não levar a fama a sério (sempre zoando os jornalistas), de não fazerem pose forcada para foto... até nisso eu os considero fabulosos (the fab four, indeed).

Enfim, eu viciei mesmo. Perguntava tanto sobre a banda para o meu pai (veja, na época eu não tinha pc ou contato com internet) que ele me deu as revistas do auge da banda as quais ele colecionava. Até hoje compra coisas para mim que ele mesmo não tem.

Considero Beatles o maior presente que meu pai já me deu.

E... bem, depois de dizer isso acho que não tem mais o que falar.


Aos curiosos de plantão deixo abaixo um vídeo do Jim Carrey cantando uma versão de uma das minhas músicas favoritas da banda ( o 5º Beatle fez um álbum especial com convidados, ele é o sr de cabelos grisalhos que aparece instruindo o Carrey).



Gostou, não gostou? Deixe um recado!

You can talk to me
If you're lonely, you can talk to me

5 comentários:

Mandag Súlimo disse...

Ladies and gentleman, The Beatles!

Beatles está para mim entre as bandas aleatórias que tem músicas marcantes, eles tem lindas letras, mas o ritmo de muitas músicas não me agrada. Gosto muito de Twist & Shout, Here Comes The Sun, Eleanor Rigby, Help, e Let It Be.

Já estou prevendo que teremos dois posts da semana com Beatles hehe =x, tomara que nossa mais nova adulterada não faça o terceiro de Beatles também lol.

Larissa disse...

Eu te amo, sério rs.
Tudo que você disse sobre Beatles, oh eu me derreti.
Para mim essa é banda mais marcante, que tem mais importância em minha vida, e é ótimo ler um texto desses sobre eles.

Heluiza Bragança disse...

Quanto mais gente gostando e falando de Beatles melhor :B.

Senbi ∞ Phoenix disse...

sinceramente beatles não faz meu estilo , mas tem algumas músicas q eu gosto tb, como here comes the sun *--*'

excelente post ^^

Thaís. disse...

Beatles! :) Há pouco tempo descobri que meu pai curtia Beatles quando ele era jovem. O porque ele se mudou pro lado do sertanejo eu não entendo! hahaha. Gosto muito da banda, tem canções maravilhosas, que me fazem pensar e refletir sobre várias coisas. As melodias e as letras deles, são um conjunto que fazem deles uma banda de MUITA qualidade. Não cresci frequentemente ouvindo Beatles, mas aprendi a gostar por mim mesma.
E bem, como a mais adulterada, já adianto que não falarei sobre Beatles! haha