quarta-feira, 21 de julho de 2010

Beatlemania

Eu poderia citar aqui várias bandas/artistas que hoje são muito importantes pra mim: AC/DC, Nirvana, Pearl Jam, Bob Dylan, mas estaria sendo muito mentirosa se dissesse que Beatles não é a mais importante.
Estaria sendo hipócrita também, se dissesse que minha paixão por eles vêm desde a infância, como no caso da Mavors Green.
Sim, eu tive contato com as músicas dos Beatles desde a infância, porque meu pai gosta de Beatles, não é fã, mas gosta, então desde pequena eu tive contato com a banda.
Lembro que amava a música Imagine, do John Lennon. Eu amo mesmo essa música, vivia cantarolando ela, tudo errado lógico, eu era uma criança. Lembro que minha avó tinha um CD que continha 5 músicas dos Beatles, uma delas era Oh! Darling, eu ficava escutando ela, voltando e voltando nela toda hora, era um ciclo viciante.
Meu amor a essa banda teve início quando eu tinha 11 anos, em uma das minhas visitas à Biblioteca eu peguei o livro O jovem Lennon. Como eu já conhecia John e o resto da banda, e adorava Imagine, e outra músicas que eu também conhecia, resolvi pegar o livro para conhecer um pouco mais da história.
Pronto, bastou para eu me apaixonar perdidamente pelo John Lennon e pelos Beatles. E esse é o motivo para John ser o meu “garoto de Liverpool” favorito.

Com o tempo fui conhecendo mais e mais a banda, e o trabalho individual que cada um deles fez depois que “o sonho acabou”. John continua sendo meu favorito, ele é a peça mais importante para mim. Mas o trabalho do George Harrison me agrada demais, e eu o prefiro ao Paul ou ao Ringo. Acho que todos deveriam prestar mais atenção ao trabalho dele. Ele fica muito escondido atrás de Lennon/McCartney, mas quem não é bobo sabe que muitas músicas, que hoje levam a autoria da dupla Lennon/McCartney, foram na verdade escritas por George.
Os Beatles também é a banda que mais me influencia. Há músicas que me derrubam, como Hey Jude. Ou aquelas que me animam como A hard day’s night, Help! e Can’t buy me Love, essas músicas me fazem querer dançar. Não sei como explicar, mas sou muito influenciável por eles.
As melodias das músicas me agradam tanto quanto a letra. As pessoas costumam dar mais atenção a letra, mais a melodia também é demais. Ringo é considerado um dos melhores bateristas, e com todo o mérito. Não é a toa que eles fazem tanto sucesso até hoje, as músicas deles são muito bem produzidas. E o conjunto melodia e música são demais.
O Abbey Road é um disco fantástico, e se você pretende conhecer melhor o trabalho deles acho que deveria começar por esse disco. A canção Octopu’s Garden é uma das minhas favoritas, ela me faz viajar, parece que eu estou em um campo de flores observando quatro garotos sentados na grama, apenas com dois violões e cantando. Eu viajo demais com as músicas deles, confesso.

Eu realmente não me importo com nenhuma “polêmica” sobre eles. O fato da declaração do John, sobre eles serem mais famosos do que Jesus, e toda aquela coisa sobre Aleister Crowley estar na capa de Sgt. Pepper, isso não muda nada na visão que eu tenho deles, as pessoas caem em cima, criticando tudo isso, mas alguma vez você os ouviu dizer que eram santos? Então...
Com palavras não consigo dizer tudo o que essa banda representa para mim. Eu os escuto todos os dias, sem exceção. E tem uma curiosidade também: eu nunca tirei, e nem tentei tirar, nenhuma música deles. Essas músicas são tão encantadoras aos meus ouvidos, que acho que se eu tirasse alguma delas estragaria, e essa é a única razão para eu nunca ter me atrevido a tirar nenhuma.
Eu li e reli aquele livro tantas vezes que até perdi a conta. Ele foi a porta para eu entrar no mundo dos Beatles.
Eu tinha tanta a coisa a dizer, mas faltaram palavras, elas fugiram de mim.

6 comentários:

Senbi ∞ Phoenix disse...

como disse no post anterior beatles não faz meu tipo, mas voces conseguem fazer com que me dê vontade de escutar Help! ou here comes the sun ^^

Mandag Súlimo disse...

"Ladies and gentleman, The Beatles!

Beatles está para mim entre as bandas aleatórias que tem músicas marcantes, eles tem lindas letras, mas o ritmo de muitas músicas não me agrada. Gosto muito de Twist & Shout, Here Comes The Sun, Eleanor Rigby, Help, e Let It Be." [Cópia do outro comments]

Momento spoiler. A nossa nova adulterada me informou que não irá falar de Beatles :D, que bom hehe, quero coisa nova e ela disse que eu não devo conhecer a banda *-*', então estou me mordendo de curiosidade rsrs, pena que não falou de AC/DC miss Wodan =/

Mavors Green disse...
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Mavors Green disse...

Cara, sem Beatles não teria AC/DC. O Rock não teria evoluído do mesmo jeito sem o que eles fizeram no Sgt, álbum branco etc. Mandag, escute o Let it Be e o álbum branco inteiro p ver se vc não vai gostar de mais músicas `-`.

Adorei o post, Wodan! As músicas que arrematam meu coração são as com mais referência de Blues como as do Álbum Branco ou as mais piscodélicas (com instrumentos variados)como a Day in the Life, With or without you... Raramente escuto a Octopus, não temos mta química *?

Quando ouvi o meddley final do segundo lado do Abbey Road eu surtei, Wodan, te juro, eu fiquei muito WTF?! E é engraçado que até hoje mesmo não é comum álbuns com esse recurso, outra banda que conseguiu fazer isso com o mesmo brilhantismo (e considero que até superou na sincronia da coerência das faixas) foi o P.Floyd. Ou seja... há 30 anos, oh god...

Hum, sou fãzona do George adoro as experimentações dele ele só não bate o Lennon p mim no favoritismo pq... eu curto o jeito desbocado do Lennon, curto mais suas letras e seus objetivos. Nunca li esse livro dele inteiro, só partes, hein, quero ler inteiro ainda, daí conversamos sobre :).

Larissa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Larissa disse...

Eu não falei de AC/DC porque queria falar sobre Beatles mesmo, mas fiquei com vontade...

Mavors, eu adoro o Álbum Branco também, e o Sgt Pepper é genial, mas o Abbey Road ainda é mais importante pra mim, não sei te dizer porque, mas é como se rolasse mais "quimica" rs. Eu gosto bastante do Let it be também, mas também tenho uma grande queda pelos primeiros álbuns deles.

No fundo, no fundo, eu não sei escolher qual eu gosto mais.