sábado, 31 de julho de 2010

Sentimentos

Já aviso que estou sobre efeito de medicamentos (gripe $#@!), então meu texto pode estar um meio estranho riariariari


Sentimentos... A característica que mais define um humano. Seu poder destrutivo ou benéfico pode levar a ascensão na vida ou a morte.
Vejo os sentimentos como "filtros", lente dos olhos. Moldam a forma que interpretamos o mundo. Pois quando estamos com sentimentos ruins, tudo fica ruim, e quando estamos com bons sentimentos, tudo tende a ser melhor. Como lentes de óculos nos fazem enxergar o mundo de formas diferentes, uma brincadeira que num dia tira boas gargalhadas, n'outro dia pode causar desentendimentos.


Amor. Não vejo como sentimento, e sim como um misto de sentimentos: Desejo, felicidade, tristeza, ciúme, raiva, ódio, satisfação, loucura... Algo que é tão forte que confunde completamente nossa "tão evoluída" mente humana, uma batalha de razão e emoção. Um exemplo bom é o filme "O Amor é Cego" (aquele em que o rapaz se apaixona por uma mulher que é gorda, mas ele enxerga ela magra), que também mostra como é um filtro, uma "lente" em nossos olhos que mudam a nossa forma de enxergar.


Sentimentos são paradoxais, porque através DELES reagimos diferentes com o meio externo, mas através do que vivenciamos no meio externo geramos sentimentos, logo, é uma inconstante. Nossa vida é navegar pelos sentimentos, lidando com os sentimentos dos outros, catalisando assim nossa evolução como pessoas, já que uma vida sem emoções, não tem graça! =)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Medo.

Olá, e então chegou novamente meu dia de postar. Tenho que concordar que o tema dessa semana é difícil e tenho dúvidas se conseguirei falar sobre algum sentimento, porém vamos lá. Falarei então do medo. Sentimento perturbador esse. Só quem o sentiu, pelo menos alguma vez na vida, sabe do que falo.

O medo nos impossibilita de realizarmos as mais variadas coisas, seja de falar com alguém que admiramos muito, porém não sabemos qual será a sua reação ao ouvir o elogio que temos a dizer, ou o medo de não conseguir levar em frente algum sonho nosso. Não conseguimos juntar coragem suficiente para realizar nossos sonhos, e sabemos que isso é tudo fruto do medo.

Sentimos medo e sentimos um frio na barriga. Mas é diferente do frio na barriga quando estamos com a pessoa amada, sabe? É um frio sombrio, obscuro. E acho que ninguém gosta de sentir essa sensação.

O medo também está presente quando vamos dar um passo novo em nossas vidas, quando desejamos mudar alguma coisa. Ter medo de mudanças, mesmo as querendo demais, é algo natural de muitas pessoas. É algo natural meu também. Confesso que já deixei de realizar muitas coisas por causa desse sentimento, e me arrependo. Desde o deixar de falar para alguém o quanto ela é especial, ao medo quando vejo alguma barata. É estranho falar disso nesse momento, mas também existe esse tipo de medo, e eu não poderia deixar de citá-lo aqui.

Existem medos bobos e medos que se duvidarmos, com o tempo podem se tornar doentio. Imagine uma pessoa que não consegue viver porque tem medo de se arriscar, de perder, de se machucar. É bem verdade que ninguém gosta de sentir nenhuma dessas situações que acabei de citar, porém quem não perde o medo e arrisca, não vive.
Ah, mas é tão clichê falar assim. Porém é um clichê totalmente verdadeiro. Então, por mais que alguém diga que não sente medo de nada, essa pessoa, no seu mais íntimo sente medo de algo sim. Às vezes até de uma coisa que para as outras é tão banal sentir medo.

Mas enfim, termino por aqui, espero que tenham gostado, tentei falar um pouco sobre esse sentimento que às vezes faz pessoas deixarem de realizarem até seus sonhos.
Um beijo e ótimo final de semana para vocês!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Amor Filial

Ao longo da minha vida e em meus relacionamentos descobri que amor de um para com outro (namorado(a), noivo(a), amante...) não existe, ou então ainda nao consegui compreender que não é apenas ilusão. Esse tipo de amor se dá atraves de convivencia, podendo acabar de uma hora para outra e facilmente ser reiniciado com outra pessoa."Que seja eterno enquanto dure." Então o aproveite enquanto estiver bom. rsrsrs

Já o amor filial é único! E esse sim é VERDADEIRO com todas as letras.


Imagine um feto dentro da barriga de uma futura mamãe em seu quarto mês de gestação. Antes mesmo do bebê nascer os pais já o amam INCONDICIONALMENTE. Um amor entre o pai e o filho, aquele amor que já existia antes mesmo de nascermos. Um amor que permanece conosco por toda a nossa vida e nos seguirá até mesmo além do túmulo. Os filósofos chamavam este amor de Ágape, amor por mais uma razão a não ser de existir.

Sinceramente, não sei o que eu seria sem esse amor, sem meus pais e principalmente sem minha mãe. Devo tudo o que sou a eles, sempre me apoiram e me amaram intensamente. Nos altos e baixos, sempre foram eles que estiveram e que sempre estarão ao meu lado!
Esse tipo de amor é o que eu admiro, esse é o amor que eu sempre levarei comigo!

Pai, Mãezinha, obrigado por tudo!
Amo vocês!!!


*Um post bem pequeno mesmo sendo o tema escolhido por mim, entretanto quando comecei a escrever não conseguia mais parar, não tinha explicações suficientes, e comecei a contar toda minha vida para mostrar como esse amor é importante para mim(E não só para mim né?!). Era um post inviável para os leitores, ninguém teria saco de ler. Apaguei e resolvi tentar explicar o amor filial com poucas palavras assim como ele é: Sincero, Único, Direto e Verdadeiro!

E quando a gente perde?

Quando fui informada sobre o tema fiquei com um certo receio, não sabia ao certo o que escrever, nem sobre qual sentimento.
Pensei em falar sobre o amor, mas eu não sou boa em falar sobre sentimentos bons. Então pensei em falar sobre o ódio, mas acho que também não saberia falar bem sobre ele.
Mas hoje eu assisti ao filme Sempre ao seu lado, é a terceira vez que assisto, e é a terceira vez que eu choro, sou uma pamonha, eu sei.
Então eu parei pra pensar no “sentimento” de perda, ou “sentimentos”, porque quando perdemos alguém é como uma avalanche de sentimentos e sensações, que te inundam, e você fica lutando para não se perder em meio a toda confusão.
O que mais me deixa aflita é que eu nunca perdi ninguém que eu realmente amasse, e eu não estou falando de perder alguém para outro alguém, e sim de perder alguém para a morte, porque só ela é capaz de levar a pessoa pra sempre da sua vida.
A maior perda que eu tive foi minha cachorra (por favor, não ria, doeu muito). Quando ela se foi eu quase entrei em depressão (mesmo), chorava todos os dias, e sentia como se um pedaço de mim tivesse ido embora. Como eu disse, foi a minha maior perda, e é isso que me angustia, eu amava ela, mas ela era um animal, uma cachorra, e quando for uma pessoa?
E quando for meu pai ou minha mãe? Aqueles que se preocupam porque você ouve músicas “hereges” e sentem medo pela sua “pouca religião”. Aqueles que te irritam quando não te deixam fazer algo, ou quando tiram da parede um pôster de um cara que morreu de overdose, mas que você ama e admira. Aqueles que ficavam preocupados quando você aprontava algo. Aqueles que te amam, aqueles que você realmente ama.
Uma pessoa que eu realmente ame, que eu sempre tive ao meu lado, em minha vida. Penso como vai ser, porque a morte é cruel, ela não dá chance para você se despedir, para um último abraço, para uma última palavra. Ela pega a pessoa e a leva embora, aquela pessoa que você tanto ama, some. Deixa apenas vestígios de tudo o que já aconteceu, mas se vai e leva junto um pedaço de você que nunca voltará, esse pedaço também se vai para sempre, para um lugar qualquer, ou para o nada.
E o que fica? Sentimentos, eu imagino. Frustração, saudade, tristeza, muitos sentimentos misturados. E eu tenho medo, muito medo. E por quê? Porque eu não sei se vou resistir, se vou aguentar, se vou sobreviver, se vou conseguir seguir em frente.
Eu sou fraca, e sei que vou perder essas pessoas, mas não sei se vou compreender, se vou resistir. Tenho a impressão de que toda essa dor vai me abater, vai me derrubar, e eu sei que esse tipo de perda não vai ser curada com uma boa música, nem com um bom livro, e tenho minhas dúvidas se uma boa companhia também irá resolver.
Não sei que nome dar a esse sentimento de perda. Dor? Não sei, acho que dor é singular demais para um sentimento assim.
Não sei ao menos como é sentir tudo isso em seu ápice, então vai ser difícil eu descrever o que queria.
Mas e você? Como você lida com isso?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Deleite

Há algum tempo tenho vontade de pesquisar sobre o real significado do sentimento deleite. O termo ficou mais comum no meu vocabulário quando li Sandman e um dos perpétuos* tinha esse nome.

Então, aproveitei esse post para pesquisar mais sobre esse sentimento taxado comumente como pecaminoso:

Deleite significa «prazer suave e demorado; voluptuosidade;
delícia; gosto**

Não acho que seja um sentimento que ocorre somente durante o prazer sexual. Deleitar-se comendo chocolate, descobrindo alguma coisa nova, vencendo um desafio, pensando em um amor platônico, ouvindo uma música, lendo um livro, vendo um filme.

Fico pensando como fugimos constantemente desse sentimento. Colocamos a desculpa na falta de tempo ou de não saber aonde procurar coisas simples que nos agradam (e que não nos fazem mal, claro - chocolate sempre não pode...). Tem gente que prefere se drogar e ficar alto para conseguir sentí-lo ao invés de simplesmente acrescentar coisas em sua vida que a façam sentir isso constantemente. Depois de sentir o deleite parece que nos renovamos. É exatamente assim quando eu termino de escrever uma estória ou finalizo alguma criação que por um bom tempo ocupou minha mente.

We're in such a hurry most of the time we never get much chance to talk. The result is a kind of endless day-to-day shallowness, a monotony that leaves a person wondering years later where all the time went and sorry that it's all gone.

Zen e a arte da manutenção de motocicletas. Robert M. Pirsing.
Acho que todos podem se deleitar com alguma coisa pelo menos uma vez por dia. Prestar atenção nos detalhes de um momento interessante, apreciar aquilo, ao invés de deixá-lo fugaz e jogado a mais um horário da agenda.

Post super curto porque a semana tá apertada, mas aposto que vocês se deleitaram por não precisarem ler aqueles posts imensos...

* Os perpétuos: Sonho, Morte, Destino, Desejo, Delírio (antigamente Deleite), Destruição, Desespero. Leia mais sobre em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Perp%C3%A9tuos

**retirado de: http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=19598

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sentimentos

Olá caros leitores, o Guru Rorschach escolheu o tema “Sentimentos” para essa semana.

Finalmente estou muito bem (de saúde) hehe, e esse tema é muito difícil, o mais difícil que já tivemos em minha opinião. Existem vários sentimentos e eu não quero focar em um, seria um desastre.

Vamos começar pelo amor, ahhh o amor, para muitos ele existe à primeira vista, para mim é algo que é construído ao longo do tempo. A paixão é o que existe à primeira vista, aquela vontade de conversar com a outra pessoa, de estar junto dela, de agarrar ela, isso é paixão, é um sentimento sublime, é capaz de fazer as pessoas perderem a cabeça e fraquejarem diante dele.

Já que comecei falando de amor não posso deixar o sentimento que anda mais próximo dele de lado, o ódio. Eles andam praticamente de mãos dadas, no momento que um desaparece o outro surge, quando um fraqueja o outro da às caras, são os sentimentos mais poderosos, e como ouvi/li uma vez e jamais esquecerei: "Você é fraco... por quê? Por que ainda falta ódio." Pode parecer que é apenas uma frase de pessoas desgostosas com a vida, mas essa frase serve para abrir o olho das pessoas para a realidade, saírem da ilusão que o excesso de bons sentimentos pode causar nelas, e serem mais racionais com as decisões que tomam.

O equilíbrio, não é um sentimento, é a perfeição que a junção de todos os sentimentos procura alcançar, o equilíbrio é a perfeição, por isso o Yin Yang é o grande símbolo para mim.


Deixarei aqui embaixo um vídeo fantástico que fala e consegue mexer com muitos sentimentos. (Eba, a Mavors me ensinou a colocar vídeo aqui, muito obrigado minha linda :)




Por hoje é só pessoal (:

sábado, 24 de julho de 2010

Let's go!

Post extra.

Isso ae pessoal, quem é vivo sempre aparece.
Então como consegui escrever essa semana vou falar um pouquinho sobre musica pra vocês.
Meu gosto musical é meio bipolar, Eu vou do Folk irlandês as bandas alemãs de industrial metal e punk rock, sem esquecer dos minhas crises de musicas bregas em
espanhol.

Então seria meio difícil colocar somente uma banda.
Então vou colocar o porque EU gosto da banda e deixar a pequena recomendação de quando ela deve ser ouvida.
Let's Go Boys?

One, two,Three, four!
Não.. não falarei de R.A.M.O.N.E.S eles não precisam apresentações, no quesito PUNK ROCK uma banda que não pode faltar pra mim é THE DISTILLERS...
Nunca ouviu falar? não me admiro.
Conhece? Bate aqui amigo o/
Eu gosto de ouvir The Distillers quando estou triste, por que ? Porque me alegra em qualquer situação!
e obs: Meninos a vocalista é bonita ;D




Falar de Folk irlandes e não falar de The Pogues é covardia.
Não conhece?
Vai...
É. Isso mesmo. Claro que você conhece, é aquela banda que tem uma musica na trilha sonora de Ps eu te amo.
Mais a banda não tem só essa musica querido.
Ela tem outras, e são musicas gostosas de se ouvir.
Folk irlandês eu geralmente escuto quando estou feliz e quero escrever.
Um cara que eu não posso deixar de citar aqui é do The Dubliners. Eu amo a versão dele de Wiskey in the Jar!





Não falei que vocês conheciam *-*


Agora um dos meus ritmos musicais realmente preferidos.
Industrial Metal Alemão.
Se eu tiver ouvindo isso é com certeza um bom sinal.
Eu vou estar completamente feliz e geralmente eu gosto de ouvir a noite.
E uma das melhores bandas OOMPH!
Mulheres... os rapazes da banda são lindos!



Musicas bregas em espanhol.
"Estou triste, não me encham o saco, e me deixem sozinha."
Isso está escrito na minha cara toda vez que eu eu ouço algo do tipo "musicas-bregas-em-espanhol"
Ou pode ser Janis-Joplin também.



Em partes dessa musica parece que tem Umpa Lumpas cantando não é mesmo '-' ?
Então pessoal.
Não vou me estender mais, se não colocarei milhares de bandas aqui.
Beijos e aproveitem as indicações.

Taste like... Music!

Primeiramente devo informar que esse tema me deixou literalmente louco!!!!Adoro música e falar sobre meus gostos (um tanto excêntricos) me deixa feliz ^^.

Observação : todos os artistas e/ou músicas possuem links que depois podem ser visualizados se quiserem ^^.


Tudo começou em setembro de 1998 onde nasceu a fonte do meu primeiro vício (que só vim a descobrir 6 anos depois) a konami então lança um arcade de playstation ONE onde a missão do jogo era basicamente ouvir a música e tentar acertar as setas na sincronia do ritmo da mesma, esse simples e viciante joguinho intitulado Dance Dance Revolution ,


me rendeu muitos outros vícios, por que eu simplesmente não conseguia parar de jogar e não só por se tratar de um jogo “japonês”,mas me interessei pela vasta quantidade de artistas desconhecidos com músicas legais que faziam parte do conteúdo do game como, BeForU, TЁЯRA ,RevenG, Asaki, Naoki , Akira, Smile.dk, e outros DJ’s(Amuro, Taka, U1, Suwami etc...) na mixagem de músicas e também porque possuía músicas de artistas conhecidos.


Adorava escutar trezentas vezes a mesma música e apanhar no tapete pra acertar "perfect" sempre, mas não enjoava das musiquinhas estridentes e repetitivas, era um fascínio.


Numa dessas esbarrei numa musica “the centre of the heart”, a musica não possuía referência a artista, só o DJ, então fui ao google(santo google) digitar o nome, e o que encontro : Meu segundo vício, uma banda sueca composta por Marie Fredriksson e Per Gessle, então depois que soube um pouco mais sobre essa banda, descobri que não só conhecia algumas músicas como adorava cantar (errado por sinal) sem saber que era deles.

E até hoje me encanto pelo estilo dessa banda com suas letras marcantes e românticas e pelo talento excepcional de ambos tanto vocal quanto instrumentalmente falando, mesmo não sendo da minha época (nasceu em meados de 86) é a banda que eu mais gosto, e agora que Marie se recuperou do tratamento em um tumor no cérebro diagnosticado em 2002 , a banda está de volta e já estão fazendo shows pela Európa com a turnê "The night of the promos" , e quem sabe não venham para o Brasil ou lançem um álbum novo pra esse fã ficar (retardado) louco de vez^^.



Dentre as melhores eu curto muito Listen to your heart , Opportunity Nox, Real Sugar , The centre of the heart , Spending my time , It must have been love ... e poderia falar tantas outras porque nunca me canso de Roxette *-*.

Se falando de banda sou viciado por Roxette , em relação a cantora, sou tão viciado em Roxette quanto a Cyndi Lauper, essa eu posso dizer que veio muito da convivência com minha mãe ,que gosta muito da música Girls just want to have fun ,mas vi que minha mãe gostava de uma ou outra , então quis saber mais sobre ela por achar suas músicas legais, então tomei curiosidade e gosto simplesmte por achar que Cyndi possuía mais canções além de Girls , e me surpreendi novamente (esse post eu me surpreendo muito não?oO) com o acervo maravilhoso de músicas de qualidade e com singificados impactantes pra época. Infelizmente Cyndi também não é da minha época mas ainda está viva (ebaaaaaaaaaaa*-*) e virá para o Brasil ano que vem (se der eu vou ^^)






E mesmo tendo uma boa carreira no exterior não é tão reconhecida mudialmente como era antes , mas ainda sim gosto do mesmo jeito e sempre procuro saber sobre novos lançamentos.
Dentre as tops da Cyndi estão:
Time after time, True colors, She bop, Shine, You don't know (essa eu curto pra caramba), I drove all night , e duas bem recentes como Into the nightlife e Rocking chair . Tem também agora o novo lançamento do CD Memphis Blues que ela lançou no dia do seu níver de 57 anos (22 de junho) mas como não ouvi nenhuma não sei qual recomendar ^^.

Já reparei que gosto muito de músicas que não são de minha época e bandas como The cranberries , A-ha e tembém na área do Rock como Scorpions , AC/DC, Kaiser Chiefs e tantos outros ....
Acho que a qualidade das músicas de antigamente eram muito superiores do que hoje me dia, mesmo que a tecnologia para tal produção era inferior , via-se mais empenho por qualidade e transparecer nas letras emoções sigulares mesmo que tais emoções fossem amor , ódio , alegria , solidão.....
Mas devo confessar que os de Rock também foi graças a outro vício maldito chamado Guitar Hero *-*




Espero que gostem das muitas músicas selecionadas, o post ficou um pouco pequeno demais , mas ficou rico em conteúdo , aproveitem(espero eu =^.~=) *-* abraço a todos e obrigado desde já!!!!! x]
obs: abaixo coloquei um vídeo de um carinha destroçando em uma música de dance dance revolution *-* muito crazy ^^

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Lembranças de uma história sem fim. ♪

Olá, então eu sou a mais nova adulterada do blog! Fiquei por toda essa semana pensando em como iria escrever sobre esse tema, apesar dele ser ótimo. Confesso que pensei realmente em qual banda falar, e fiquei lembrando alguns momentos que passei ouvindo as músicas da minha escolhida.


Pois bem, chega de enrolar, falarei sobre a minha banda preferida. O nome da mesma é Display. E agora vocês me perguntam que banda é essa, não é mesmo? Primeiramente queria explicar que a banda é do meu estado, de uma cidade próxima daqui, conhecida na cena underground. Porém, muitas pessoas nas quais eu converso não a conhecem.



Meu amor por essa banda surgiu em meados de 2007. E aí eu digo, tempo não mede amor. São três anos que as canções fazem total sentido para mim. Tudo começou quando uma amiga não parava de ouvir e ficava marcado no subnick do MSN dela, então pedi para que ela me mandasse uma música deles, e posso dizer que amei desde a primeira vez que ouvi.Eu estava passando por alguns problemas na época e as letras me ajudavam bastante. Lembro que passei as férias de fim de ano ouvindo os dois CDs que eles tinham e já começava a comentar no fotolog deles. Falava para minha mãe que eu iria a um show e então poderia berrar loucamente aquelas músicas sem me preocupar com nada, somente ser feliz. É certo que ela não me levou a sério, pois até então eu tinha apenas treze anos e nunca tinha ido a um show de rock, apesar de gostar demais desse gênero musical, nunca foi por causa da censura dos shows.


E não é que em Abril de 2008 o tal show aconteceu? Fiquei histérica ao saber da notícia, mas aconteceu uma semana antes do meu aniversário, eu ainda não teria os quatorze anos para entrar no show. Porém, consegui fazer um drama e convencer a segurança a me deixar entrar. Foi um dia muito marcante para mim, era minha porta de entrada para os festivais de rock e eu realmente me libertei de todos os meus problemas naquele dia. Conheci os integrantes, muito simpáticos por sinal, fiquei na primeira fila do show (sou pequena, ou seja, preciso conseguir sempre ficar na primeira fila ou nas primeiras filas). Desde então, a banda vem me embalando com suas canções, letras de superação e berros que me fascinam. Ao todo, já fui a três shows deles, fui a todos que já tiveram aqui depois que os descobri. E a única promoção que ganhei em minha vida toda até agora, foi deles, de CD/DVD, camisa e pôster autografado.





Agora, falando um pouco das canções, desde a melodia mais calma de sentimento algum (que foi inspiração para o url do meu blog) até os berros mais intensos de paz, novo dia e lados opostos, todas as músicas fazem algum sentido para mim. Não tem uma música mais chata ou mais legal, apesar de ter a que mais me marcou, por ter sido a primeira a ouvir deles.


E então, por que Display é minha banda preferida? Porque foi meu passaporte para os shows de rock, que tanto me libertam de problemas. Foi meu amadurecimento também. A banda acabou esse ano, mas continuará para sempre com suas canções em mim, e sim, mesmo terminada, ainda continua sendo a minha banda preferida.

E é isso, não sei se consegui superar as expectativas que tinham para esse texto, não sou acostumada a escrever nesse tipo, mas espero ter comprido bem a minha tarefa de adulterada! haha



E para quem quiser conhecer a banda, aqui fica alguns links das músicas deles:

Myspace

TramaVirtual

quinta-feira, 22 de julho de 2010

"You wanted the best, you got the best the hottest band in the world, KISS!"

Caros leitores e amigos de blog, peçoo enormemente desculpas, mas minha net nao funcionou direito, nao conseguia acessar paginas, por isso o atraso.
Bom, que nunca ouviu essa frase? ""You wanted the best, you got the best the hottest band in the world, KISS!"
É meus amigos, "KISS" foi a primeira band de rock que escutei e me apaixonei, a partir daí que comecei a ter amor pela música e principalmente por rock.
KISS é genial, quem conhece sabe que foi esta banda que revolucionou muita coisa. Reis do marketing com seus figurinhos pra lá de estranhos para epoca, conseguiram chamar atenção para suas musicas que vão desde musicas barulhentas até músicas românticas realmente lindas que com certeza marcaram minha vida. Tounou-se ao longo de mais de 3 decadas de carreira, uma das mais produtivas bandas de rock do mundo.
Além de tudo, ainda tem uma grande linha de produtos personalizados com logo marcas e estampas do KISS, hahahah, entre eles: telefones, camisinhas, cuecas, bolas de futebol americano, vinhos, carros, caixões... inclusive, reza a lenda que Dimebag Darrell,guitarrista do Pantera e do Damage Plan foi enterrado em um desses caixões personalizados juntamente com a guitarra favorita de Eddie Van Halen depositada em seu túmulo pelo mesmo no dia se seu enterro.
Um vídeo marcante da banda é a participação de Gene Simmons em um programa intitulado "The Mik Douglas Show" em 1974, quando ainda não eram famosos.
http://www.youtube.com/watch?v=4dWcB5zbV-A
(Não sei se o video esta com legenda, tive que pegar o link pelo google, pois a net aqui ainda não esta boa e o youtube não abre.)

É hilario ver como as pessoas no programa estavam tirando sarro da cara do personagem Gene Simmons de Eugene Klein, acho que ninguem ali acreditava que a banda chegaria tão longe. Devem ter se surpreendido inexplicavelmente com a explosão que a banda foi.

Meu maior ídolo foi o baterista Eric Carr (Paul Charles Caravello) que substituiu Peter Criss no Kiss em 1980 e foi dito como um dos melhores ou até o melhor baterista de sua época. Mas que infelizmente veio a falecer em 24 de novembro de 1991 (mesmo dia da morte de Freddie Mercury) por um tipo raro de câncer no coração.

Diversas bandas renomadas como Nirvana,Extreme, Lenny Kravitz,Helloween, Anthrax, Sex feet under, Skid Row... regravaram musicas do KISS, recomendo todas! hahahah

Albuns favoritos: Alive I, II e III, Animalize, Creatures of the Night, Revenge, Logen Gun... Todos entre os mais de 30 albuns.

Filmes que recomendo: Detroit Rock City (comédia), otima comédia sobre 4 adolescente que fazem de tudo para irem ao show do KISS ;

Encruzilhada 1986 (Drama, musical, mistério?), filme OTIMO, Ralph Macchio(karate kid) é um jovem talentoso guitarrista que esta a procura de uma musica que o leve ao estrelato.Inspirado por um velho bluesman (Joe Seneca), ele o acompanha numa viagem até a legendária encruzilhada onde o veterano um dia negociou com o demônio sua alma em troca da fama. Brilhante trilha sonora produzida e interpretada pelo guitarrista Ry Cooder - na famosa cena do duelo de blues, a lenda Steve Vai é quem toca as duas partes da canção ''Eugene's Trick Bag'', uma releitura da clássica peça ''Caprice #5'', de Niccolo Paganini. Paganini, aliás, perpetuou o mito de que ele mesmo vendeu sua alma ao demônio para conquistar habilidade musical.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Beatlemania

Eu poderia citar aqui várias bandas/artistas que hoje são muito importantes pra mim: AC/DC, Nirvana, Pearl Jam, Bob Dylan, mas estaria sendo muito mentirosa se dissesse que Beatles não é a mais importante.
Estaria sendo hipócrita também, se dissesse que minha paixão por eles vêm desde a infância, como no caso da Mavors Green.
Sim, eu tive contato com as músicas dos Beatles desde a infância, porque meu pai gosta de Beatles, não é fã, mas gosta, então desde pequena eu tive contato com a banda.
Lembro que amava a música Imagine, do John Lennon. Eu amo mesmo essa música, vivia cantarolando ela, tudo errado lógico, eu era uma criança. Lembro que minha avó tinha um CD que continha 5 músicas dos Beatles, uma delas era Oh! Darling, eu ficava escutando ela, voltando e voltando nela toda hora, era um ciclo viciante.
Meu amor a essa banda teve início quando eu tinha 11 anos, em uma das minhas visitas à Biblioteca eu peguei o livro O jovem Lennon. Como eu já conhecia John e o resto da banda, e adorava Imagine, e outra músicas que eu também conhecia, resolvi pegar o livro para conhecer um pouco mais da história.
Pronto, bastou para eu me apaixonar perdidamente pelo John Lennon e pelos Beatles. E esse é o motivo para John ser o meu “garoto de Liverpool” favorito.

Com o tempo fui conhecendo mais e mais a banda, e o trabalho individual que cada um deles fez depois que “o sonho acabou”. John continua sendo meu favorito, ele é a peça mais importante para mim. Mas o trabalho do George Harrison me agrada demais, e eu o prefiro ao Paul ou ao Ringo. Acho que todos deveriam prestar mais atenção ao trabalho dele. Ele fica muito escondido atrás de Lennon/McCartney, mas quem não é bobo sabe que muitas músicas, que hoje levam a autoria da dupla Lennon/McCartney, foram na verdade escritas por George.
Os Beatles também é a banda que mais me influencia. Há músicas que me derrubam, como Hey Jude. Ou aquelas que me animam como A hard day’s night, Help! e Can’t buy me Love, essas músicas me fazem querer dançar. Não sei como explicar, mas sou muito influenciável por eles.
As melodias das músicas me agradam tanto quanto a letra. As pessoas costumam dar mais atenção a letra, mais a melodia também é demais. Ringo é considerado um dos melhores bateristas, e com todo o mérito. Não é a toa que eles fazem tanto sucesso até hoje, as músicas deles são muito bem produzidas. E o conjunto melodia e música são demais.
O Abbey Road é um disco fantástico, e se você pretende conhecer melhor o trabalho deles acho que deveria começar por esse disco. A canção Octopu’s Garden é uma das minhas favoritas, ela me faz viajar, parece que eu estou em um campo de flores observando quatro garotos sentados na grama, apenas com dois violões e cantando. Eu viajo demais com as músicas deles, confesso.

Eu realmente não me importo com nenhuma “polêmica” sobre eles. O fato da declaração do John, sobre eles serem mais famosos do que Jesus, e toda aquela coisa sobre Aleister Crowley estar na capa de Sgt. Pepper, isso não muda nada na visão que eu tenho deles, as pessoas caem em cima, criticando tudo isso, mas alguma vez você os ouviu dizer que eram santos? Então...
Com palavras não consigo dizer tudo o que essa banda representa para mim. Eu os escuto todos os dias, sem exceção. E tem uma curiosidade também: eu nunca tirei, e nem tentei tirar, nenhuma música deles. Essas músicas são tão encantadoras aos meus ouvidos, que acho que se eu tirasse alguma delas estragaria, e essa é a única razão para eu nunca ter me atrevido a tirar nenhuma.
Eu li e reli aquele livro tantas vezes que até perdi a conta. Ele foi a porta para eu entrar no mundo dos Beatles.
Eu tinha tanta a coisa a dizer, mas faltaram palavras, elas fugiram de mim.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Morango Infectado.

Let me take you down
Cause I'm going to
Strawberry Fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever

Considero Beatles uma doença incurável. Sério.

A partir do momento que você começa a gostar de uma música, escuta um álbum inteiro e descobre o álbum Rubber Soul ou Sgt Pepper você está perdido. Passará um bom tempo... um bom tempo mesmo descobrindo tudo sobre a banda, ouvindo (várias vezes) todos os álbuns e depois vendo os filmes, ouvindo versões diferentes das músicas, ouvindo os álbuns individuais e sempre notando coisas diferentes nas melodias, sentindo coisas diferentes.

Há tantos elementos nas melodias dos álbuns que é muito difícil ignorar os sentimentos que elas provocam quando você escuta. Mesmo depois que a febre inicial passa (no meu caso, 14 anos ininterruptos), quando você pega um álbum para ouvir de novo aquilo a febre volta.

Se você não gosta, e Beatles não fede e nem cheira para você, cuidado. Você pode acabar queimando a língua ao descobrir algum álbum da banda. Digo tudo isso porque vi acontecer não apenas comigo, mas com meus amigos.A chata aqui mostrou o trecho de uma música e depois outra (inteira...) e depois emprestou o álbum inteiro. E pronto. Em algumas semanas eles sabiam mais detalhes sobre alguma letra da banda do que eu.

Foi exatamente isso que aconteceu comigo e com meu pai. Eu nunca liguei muito para banda quando criança. Eu era viciadinha sim na animação Yellow Submarine, mas era como mais um dos filmes que eu curtia na idade pelo conjunto visual x música ser fabuloso. O desenho me encantou tanto que eu o via legendado sem saber ler. É, eu não entendia nada. Digo, entendia do meu jeito, fazia a estória na minha cabeça e entrava na viagem dos Beatles.

Esse filme (junto com o já falado Mágico de Oz...) determinou meus gostos visuais e sonoros a ponto de eu não conseguir ver um clipe atual sem compará-lo com a sincronia música x imagem que o filme alcança.


Trecho do filme que contém a música Eleanor Rigby.

Quando acompanhei o documentário do Anthology com o meu pai aos 10 anos a coisa mudou. A cada trecho que passava no Fantástico eu ficava mais curiosa sobre as partes de músicas que nunca tinha ouvido. Aliás, não entendo como no Brasil a maioria das pessoas só conhece a fase inicial dos Beatles e ignora que certas musicas famosas como Come Toguether e Dont Let Me down são deles. Eu era uma dessas pessoas (criança..., pô, criança pode) e quando vi o clipe abaixo no Fantástico eu pensei...



Bem, não tem como descrever o que eu pensei. Nem o que eu senti. Melodia, voz, letra, clipe, tudo tudo tudo tudo me encantou, e olha que a música foi feita “recentemente” aproveitando takes de demos do Jonh. Eu passei a ouvir o Anthology e descobrir a banda do jeito ao contrário: ouvindo takes inacabados e deles ia ouvir a versão final nos vinis do meu pai.

Sei que é difícil para quem não gosta entender, mas ouvir uma banda explorando coisas diferentes desde o primeiro álbum até o último é algo único. Instrumentos diferentes, vocais variados. A criatividade daqueles cinco (considero aqui o produtor George Martin como um integrante ;P) era absurda, não tem como comparar com as bandas atuais que ficam na mesma coisa por vários álbuns, inclusive no mesmo álbum em que algumas músicas parecem se repetir de tanto que estão acomodados no som chiclete-vendável.

Até na atitude de não levar a fama a sério (sempre zoando os jornalistas), de não fazerem pose forcada para foto... até nisso eu os considero fabulosos (the fab four, indeed).

Enfim, eu viciei mesmo. Perguntava tanto sobre a banda para o meu pai (veja, na época eu não tinha pc ou contato com internet) que ele me deu as revistas do auge da banda as quais ele colecionava. Até hoje compra coisas para mim que ele mesmo não tem.

Considero Beatles o maior presente que meu pai já me deu.

E... bem, depois de dizer isso acho que não tem mais o que falar.


Aos curiosos de plantão deixo abaixo um vídeo do Jim Carrey cantando uma versão de uma das minhas músicas favoritas da banda ( o 5º Beatle fez um álbum especial com convidados, ele é o sr de cabelos grisalhos que aparece instruindo o Carrey).



Gostou, não gostou? Deixe um recado!

You can talk to me
If you're lonely, you can talk to me

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Banda/Cantor(a)

Olá caros leitores, a Wodan Lane escolheu o tema “Banda/Cantor(a)” para essa semana.

Primeiramente dessa vez eu tenho que agradecer a preocupação de todos e anunciar que eu melhorei e tive uma ótima semana, muito obrigado! E como sempre, tem que existir algo para atrapalhar, eu estou com dor de garganta agora hehe.

Minha banda preferida é Linkin Park.

Comecei a ouvir depois de ganhar o Linkin Park Meteora de um amigo meu quando tinha uns 12 anos, eu escutava ele o dia inteiro e desde então eu virei um fã da banda. Na época eu escutava apenas pelo ritmo, eu não entendia nenhuma palavra do que o Chester dizia, e mesmo assim eu o ouvia o dia inteiro. Depois nasceu minha paixão pelo inglês e comecei a estudar firme na escola e mais tarde no CCAA, com isso eu conseguia já compreender as letras, pegava todas em sites da internet e ficava acompanhando junto do vocalista, e isso só aumentou minha admiração pela banda.

Muitas músicas da banda me marcaram, nunca me esquecerei de: Numb, In The End, From The Inside, Breaking The Habit, Bleed It Out, Don't Stay, Somewhere I Belong, Hit The Floor, Crawling entre várias outras, se for citar todas eu irei colocar a coletânea aqui, mas acima de todas, a que mais me marcou foi Faint.

Deixando agora Linkin Park um pouco de lado, outras bandas também me marcaram bastante, se pegar minha "playlist" você irá ver com certeza: Engenheiros do Hawaii, Guns'N Roses, Nickelback, Coldplay e The Offspring em abundância. Para completar também tem um pouco de Pitty, Blink 182, CPM 22, Placebo, The Fray, Green Day, U2, Sum 41, The Chemical Brothers e Men at Work. Pronto, não preciso de mais nada no meu Ipod, caso eu tivesse um, por enquanto fica no MP4 mesmo, detalhe, que nem é meu lol.

Algumas bandas têm músicas especiais para determinados momentos também, como Nox Arcana e E Nomine, ambas apresentadas a mim pelo meu grande amigo Sneonzeit Dämmerung. Tenho a coletânea das duas e são incríveis *-*'''.

Existem ainda aquelas músicas marcantes de bandas aleatórias que também estão inclusas, mas não vou citar uma por uma aqui que não irei acabar tão cedo e seria muito tedioso para vocês. Fica apenas a minha preferida: Anberlin - Enjoy The Silence.

Espero que tenham gostado do post repleto de links com excelentes músicas, se vocês não conhecem ouçam um pouco, cada banda citada tem um link redirecionando para um vídeo com uma música da mesma. Nas várias músicas que eu citei de Linkin Park também existe um link para cada uma.

Linkin Park - The best band of the world.

Por hoje é só pessoal (:

domingo, 18 de julho de 2010

Eu não sou patriota, preciso ser?

Não sei se sou patriota, nem se quero ser. Não sei porque, mas essa palavra sempre me remete a um certo nível de fanatismo, de intransigência. Talvez por isso o brasileiro não seja tão patriota assim. Porque nós somos flexíveis, pelo menos boa parte de nós. Acolhemos bem e até mesmo com prazer culturas que nos são alheias, afinal somos resultado de inúmeras misturas. Mas gostamos de morar aqui, apesar de tudo. Nossos problemas estão aí a nossa vista, todos sabemos, nem vou enumerá-los. Mas problemas há em qualquer outro lugar, porque somente nós seríamos privilegiados de não tê-los?

O que nos faz gostar daqui creio que seja um sentimento comum a qualquer ser humano: gostamos de pertencer a algum lugar. Um evento interessante é o Brazilian Day, em Nova York. Eu não sei se o 1,5 milhão de pessoas que vão lá são patriotas. Acho que não são, afinal deixaram o seu tão amado país para buscar uma vida melhor. E com desemprego, viôlencia, déficit educacional, etc, etc, quem vai culpá-los? O que será então que explica o fato de que 25 quarteirões da Rua 46 em Nova York fiquem verde e amarelo?

Brazilian Day 2009 - fonte: http://www.brazilianday.com

Patriotismo, ideologia, nacionalismo, nada disso explica o Brazilian Day. Outra palavra talvez explique: saudade. E só sentimos saudade do que gostamos, do que nos fez bem. Do cafezinho quente de manhã, com margarina e pão. Do futebol e do vôlei jogados no meio da rua, com a turma da vizinhança. Do feijãozinho diário, cobrindo o arroz onipresente. Da família, de uma referência, dos amigos. Saudade do seu cantinho no mundo, daquele lugar, onde bem ou mal, se nasceu.

É, isso não é ser patriota. É ser apenas humano. E será que precisamos de patriotas mesmo? De gente cegamente devotada? Incapaz de ter a mente aberta a qualquer coisa que não pertença a seu mundinho? Acho que precisamos mesmo é de apaixonados, de pessoas que se enamorem do Brasil e por isso mesmo cuidem melhor dele. Que procurem fazer o melhor, independente de vantagem ou lucro obtidos. E isso nem precisa ser com gestos grandiosos, basta apenas tratar com um pouco mais de carinho e respeito essa nossa terra, às vezes nem tão “mãe gentil”.

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Este post foi escrito pela Cátia Ana Baldoíno, criadora do Diário de Vírginia. O responsável pelo tema da semana precisa convidar alguém para escrever o post de domingo e, assim, o fiz com a Cátia e ela gentilmente aceitou.

Gostaria de agradecer não apenas a ela, mas a todos os adulterados que fizeram posts bem legais sobre Patriotismo. Espero que quem acompanhou os posts essa semana gostou de ler as diversas opiniões dos posts.

E que venha agora o tema da Wodan Lane. :)

sábado, 17 de julho de 2010

Grande Pátria desimportante



Olá pessoal esse é meu primeiro post , portanto se ficar ruim , detonem , se ficar bom , elogiem , se gostarem obrigado, se não gostarem fodam-se (zuera).




Bom, falar de patriotismo na minha opinião é um pouco complicado justamente porque o país em que vivo não é o foco da minha paixão, bom aí você diz:
Então quer dizer que você não gosta do país que nasceu e que cresceu e que mora até o presente momento?

E a resposta é:

Não, na verdade eu gosto, e muito, e posso dizer que moro num dos lugares mais privilegiados do mundo; mas mesmo assim como não poderia deixar de enunciar o tema mais decorrente e fresco na cabeça das pessoas, que é... Futebol é claro:

Pois bem, narremos o fato ocorrido na copa do mundo de 2010, pra variar o Brasil sempre segue como expectativa principal (
aff sempre assim), porque os brasileiros torcem pra um time que não está jogando bem, não está a fim de mostrar o futebol show, e mais, não tem qualidade, apenas estrelas, onde muitas delas não brilharam em campo...Ok não entendo de futebol, na verdade não sei nada sobre esse assunto porque não influi em absolutamente nada na minha vida (não que eu saiba pelo menos), mas não precisa ser mestre em quesito verdade na frente da sua cara não é?

Vimos que o Brasil jogou, bem em alguns momentos, surpreendeu em alguns lances e posso até dizer, que impressionou aos fanáticos de plantão retirando suspiros de quase, e gritos de gol.

Tudo bem então, mas uma coisa é torcer por um time e se julgar patriota por estar vestindo a camisa e indo ao estádio ou frente à TV que seja, e ao mesmo tempo malhar aqueles que torcem por outros times não pertencentes ao seu berço natal; por exemplo, eu sei que não entendo de futebol, mas coincidentemente fui inteligente o bastante para participar do famoso bolão na minha turma na universidade e “com todo meu conhecimento”, apostei na vitória da Espanha que por sinal foi a vencedora, ou seja, não precisa ter muito o que saber pra se ter palpites fortes de que alguém está bem ou mal nos jogos (
e não sou o polvo tampouco).

Então porque eu não coloquei o Brasil como campeão eu não sou patriota, eu não acredito no meu país?

Eu posso dizer que pra mim a copa acabou quando o Japão perdeu, primeiro porque eu estava torcendo por Japão mesmo sabendo que era um time não muito habilidoso e que raramente iria se classificar, e confesso me impressionar muito pelo resultado alcançado por eles, depois que eu estava seguindo meu raciocínio no bolão pra que minhas conclusões se confirmassem, e torcer pro Japão era mais um escape de torcida do coração à torcer pelo Brasil, porque o futebol brasileiro me decepciona.

Resultado, o Brasil volta pra casa eliminado pela Holanda o, Japão inacreditavelmente chega a uma oitava, e vence Espanha.

Ou seja, só porque apostei na Espanha ou porque torci pro Japão me faz menos brasileiro?

Pior que isso é ter que escutar que se você não torce pelo seu time natal você é um vira casaca, mas depois de derrotado o que mais se vê são pessoas dizendo a plenos pulmões que já sabiam, que já era de se esperar mesmo, e que torciam na verdade por algum time clichê que sempre vai bem como Alemanha ou Argentina.

Se eu torcendo pelo Japão sou vira casaca, que nome se dá a pessoas que acham que enganam ou outros, mas enganam a si mesmas com essa historia de que o país é bom enquanto dá vitórias e alegrias ao invés de aceitar seu fracasso e saber quando sair de cena?

Outro ponto também questionado fortemente por amigos meus, é minha preferência ao Japão do que o Brasil em termos culturais ou de estilos.

Bom, vejo que tenho uma forte ferramenta de resposta em minhas mãos e é claro vou usá-la.

Simplesmente prefiro a cultura japonesa porque não faz meu estilo as tradições brasileiras, até porque cada região possui a sua e é um misto e muito diversificada, que abriga todas as etnias , e portanto acho que se fosse pra escolher alguma prefiro que seja aquela a qual me identifico mais , não gosto de capoeira , pronto acabou , tenho que fazer algo que não gosto para estar de acordo com alguma situação ou que satisfaça alguém em específico senão a mim ?

Comidas típicas: moro num país onde feijoada, churrasco gaúcho, feijão tropeiro e tantas outras iguarias tipicamente regionalistas fortemente atuantes no Brasil são de destaque, todas carregadas em tempero e fortes ao paladar, estaria com certeza mentindo ao dizer que não gosto de feijão tropeiro ou churrasco, mas não comeria isso todo dia numa boa né?


Agora, a comida japonesa por mais estranha que pareça a quem não é acostumado, é suave ao paladar e saudável, não sou nutricionista, mas gosto não se discute, e eu prefiro comer aquilo que eu sei que posso repeti-lo sempre que quiser sem morrer de calor ou passar mal por má indigestão , sim eu sei estou tocando em tópicos risíveis e sem fundamentos , mas se aprofundarmos mais um pouco e vermos qual a condição financeira de cada país ou a renda per-capita , ou IDH ou mesmo que seja as campanhas em olimpíadas como em esportes que demonstram o apoio e patrocínio a grandes talentos , vemos que o Brasil tem e pode ser um dos melhores países se quiser , em suas modalidades apresentadas , falta a competência de honrar atletas que fazem de tudo para conseguir as medalhas treinando em condições ridículas e que sonham com o futuro bem sucedido, mas que não têm apoio ou patrocínio , onde a desigualdade reina , onde o desperdício de bens naturais é absurdo e a falta de noção está sempre acompanhando os resultados de um governo falho e com muitos furos e tropeços.


Depois disso nada que eu diga mudará sua opinião de que eu odeio esse país?


Sinceramente não sei, amo o lugar onde nasci e cresci, mas não se pode tapar o sol com a peneira e fechar os olhos para a realidade de que vivemos em um lugar que não tem mais falta de senso porque daria na cara, ou mesmo que você diga para que eu vá para o Japão e não volte nunca mais, ótimo me dê a passagem, irei agora, apesar de amar meu país tenho a consciência de que tudo que é bom estraga ou perde a validade um dia , e enquanto acho que posso conviver sem perdas , excelente! Mas se quer saber mesmo a resposta, pergunte a si mesmo e veja se alguma vez não pensou em xingar algum fato totalmente revoltante em seu país ou reverenciar alguma coisa de outro país que te proporciona satisfação e alegria?


Podemos escolher aquilo que quisermos como ideologia de vida, basta seguir sem prejudicar ninguém, nem ofender porque por mais perfeita que pode ser a realidade vista por você, para outros pode estar podre e cheia de deturpações.
E é isso pessoal , talvez tenha ficdo extenso demais mas tomara que gostem foi feito com mto esforço , vlw!!^^

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Patriotismo

Este será o meu "ultimo" post no Aldult_erados.
PORQUE?
Tempo meus queridos, então resolvi deixar o compromisso com todas as sextas por causa de trabalho e faculdade, e resolvi ser um colaborador não fixo.
Então deixarei aqui um video de um trabalho de geografia sobre o "Porque ser Patriota" Que achei interessante.
Pensem bem pessoal, depois de assistirem esse vídeo.



E não esqueçam de acompanhar o blog pra saberem quando será meus proximos posts.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Patriotismo

Acabei deixando para escrever em cima da hora, e acabou não sendo um dia muito bom para mim...

"Patriotismo não é o despontar de um grande revolucionário, imbuído de grande amor e orgulho, com assento em uma visão messiânica. A atuação “patriótica”, por assim dizer, compreende tudo aquilo que se pode fazer, dentro dos limites e possibilidades de cada qual, pelo bem de sua comunidade. Trabalhos voluntários, filantrópicos, de conscientização de direitos e deveres, de assistência e auxílio aos que mais necessitam são missões patrióticas." (Edson Kiyoshi Nakata Júnior)

Esse trecho resume bem meu ponto de vista sobre o que é patriotismo.
Creio que ser patriota deveria ser encarado desta forma. Independentemente do país que nasci, sou patriota. Não um patriota que quer ver o nome do meu país a frente, em guerras, finanças, estatíscas...
Infelizmente o ser humano é um fracassado orgulhoso em busca de poder. O mundo poderia ser tão melhor se a maioria fosse de bom coração, mas não é.

Queria poder mudar o mundo, juntamente com a minoria que também abre mão do "trono" para que todos possam viver em plena igualdade e felizes. Mas a maioria não ficaria feliz com isto, não querem ser iguais, sim superiores.

Então o que faço eu já que não posso mudar o mundo? Sigo mais uma virtude, a do patriotismo, o verdadeiro patriotismo, que consiste em ajudar minha "nação", minha comunidade. Já que não posso ajudar o mundo de uma vez só, vou ajudando os que posso, que estão mais próximos, meus compatriotas. Também vou ajudando a preservar minha cidade, com um simples ato de jogar o lixo no lixo, e ainda melhor, separando por tipos e ajudando na coleta seletiva. Sabe aquela arvore perto de casa? Se alguém ameaçar cortar, não deixo! Estou ajudando e contribuindo para minha pátria. Estou ajudando o mundo.

Amo meu país sim, assim como também amo todos os outros e os respeito.

O grande problema está em como damos forma as palavras. Se interpretarmos tudo com o coração aberto, com carinho, caridade, igualdade e respeito pelo próximo, acho que tudo seria diferente. Vou ensinar meu filhos a interpretarem pensando no bem, no bem de todos.

Bom, não sei se consegui expressar corretamente o que queria, se minha forma de pensamento vazou e não teve nada ver com o tema, me desculpem,sinceramente, posso ser chamado de louco, mas para mim, o que descrevi é sim patriotismo.
Não vou ler o que escrevi e revisar, só revisei pelo que o firefox grifou como errado mesmo. Como disse, não estou em um dia bom e já passei da minha hora.

Mais uma vez, obrigado pela atenção.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pátria? Patriotismo?



























Não me odeiem depois desse texto, por favor.
É complicado falar de uma coisa que é indiferente para mim.
Apesar de concordar com o que o Mandag disse, ainda tenho mais algumas coisas a dizer.
Pátria? O que é Pátria?
Pra mim é só mais uma forma que o ser humano encontrou para segregar. Posso estar completamente errada, mas é apenas a minha opinião.
Que outra forma você me explica o preconceito com argentinos? Sim, esse “ódio” por argentinos, para mim, é apenas mais um tipo inútil de preconceito. E o grande preconceito que moradores de países subdesenvolvidos sofrem? Não há como negar que isso acontece.
Por isso para mim é apenas isso, uma forma de segregação.
Não, eu não devo amar a pátria, nem amar a seleção brasileira, ou amar o samba, o carnaval e as festas juninas. Eu nasci no mundo, e essa sim é minha pátria, não um pedaço de terra com fronteiras e um nome qualquer.
Acho interessante a nossa cultura, como também acho interessante a cultura de outros países.
Não acho que o Brasil não tenha bons autores, musicistas e outros tipos de artistas. Aliás, aqui temos ótimo artistas, que devem receber nossa atenção.
Temos Tom Jobim na Bossa Nova, por exemplo, Mutantes, Cazuza e Raul Seixas no rock. E muitos outros artistas excepcionais. O brasileiro tem várias opções, e ótimas opções, a seu dispor.
Na literatura também temos grandes nomes como Clarice Lispector, Machado de Assis, e muitos outros, se eu fosse citar todos ficaria a noite inteira aqui.
Portanto não concordo quando dizem que a nossa cultura é ruim. O que eu na verdade eu concordo é que a cultura que a mídia “vende” é ridícula. Quero dizer com isso que: essa cultura de termos o país do carnaval, samba e futebol é apenas mais uma imagem criada pela mídia.
Falei demais sobre cultura e pouco sobre patriotismo, mas falei tudo isso pra chegar a um ponto. Queria mostrar que temos do que nos orgulhar, mas porque não nos orgulhar pelas belas coisas que outras pessoas de nacionalidades diferentes também fazem? Apenas porque ela nasceu em outro país? O que faz com que nós não nos orgulhamos de um escritor inglês, e porque um estrangeiro não pode se orgulhar de uma obra brasileira? Tudo isso nos é imposto com a idéia de patriotismo.
Eu me orgulho de Cervantes pela bela obra que um dia tive nas mãos, como também me orgulho de Sir Arthur Conan Doyle por ter escrito Sherlock Holmes. E porque não me orgulhar?
Me orgulho também pelas ótimas obras brasileiras, pelas belas canções brasileiras, mas não por serem brasileiras, e sim por serem boas.
Patriotismo é uma palavra que, há um bom tempo, eu exclui do meu dicionário.
Por mais ridícula que seja, é apenas uma opinião.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Patriotismo: chega de auto-piedade.

Procissão do Fogaréu na Cidade de Goiás

Lástima. Depois que escolhi esse tema, planejei pesquisar diversas coisas para escrever aqui com um pouco mais de segurança, mas algo estranho ocorreu na minha república: depois que uma criatura resolveu usar o secador de cabelo às 1h da manhã a internet da casa não funciona mais. Há 4 dias. Sabotagem de um vizinho ensandecido pelo ritual vaidoso de uma das moradoras da minha casa? Culpa dos servidores de internet tão picaretas e precários de nosso país?

Aposto que você pensou na segunda opção quando comecei a reclamar que estava sem internet… Nossos serviços são porcos, as músicas nacionais são ridículas, essa nossa mania de futebol é coisa de país de terceiro mundo, gostar de tanto feriado só mesmo aqui, em um país de terceiro mundo, nossos políticos roubam blá, blá. Canso de ouvir essa ladainha de “somos coitadinhos repugnantes, sem cultura, mal educados, corruptos, superficiais” e não ver ninguém observando o tanto de gente que não se identifica com nada disso. NADA.

Se você acha que patriotismo é sentir orgulho da cultura nacional, te pergunto, quantos da sua roda de amigos gostam das tais músicas que você detesta? Que curtem futebol doentemente? Que lêem só a revista de fofoca? Que acham que novela é a melhor coisa do mundo?

O que você denomina esse tanto de coisa em comum que você tem com seus amigos envolvendo coisas nacionais? Vou numerar pela minha roda de amigos e família, ok?

Livros da Lygia Fagundes Teles;
Poesias da Cora Coralina;
O filme Lavoura Arcaica;
O folclore gaúcho e goiano;
A procissão do fogaréu da Cidade de Goiás;
Tomar Chimarrão;
Comer pão de queijo.

Eu considero esses elementos aspectos da nossa cultura e eles me fazem ter uma identidade com nosso país (sim, considero o hábito de comer um alimento um aspecto cultural). Não são só eles, claro, mas eu só quero demonstrar que temos uma vasta coletânea cultural e que não devemos esquecer disso quando bate aquele sentimento de vergonha alheia por alguma coisa que é caracterizada como brasileira e que não gostamos.

Patriotismo cego, achando que tudo que temos é lindo e maravilhoso é estupidez, claro, não apóio isso. Não apóio nenhuma atitude radical, e isso incluí taxar que TODO MUNDO que gosta de forró, sertanejo e axé é aculturado. Não pô, vai me dizer que você não gosta de nada fútil que te faz relaxar ocasionalmente?

Eu, por exemplo, não curto futebol, mas adoro vôlei. Vou a jogos da seleção brasileira quando tem na minha cidade, torço se tiver passando na tv, grito furiosa com a tela etc. É só um jogo, mas é um jogo que eu joguei quando mais nova e me identifiquei e curto assistir. Fazer o quê, curto. Ok, eu não atrapalho ninguém enquanto assisto (morte as vuvuzelas...), não deixo de trabalhar por causa disso, assim como não escuto nenhuma das minhas músicas favoritas em som alto. Esse tipo de atitude sem noção e pentelha (ou preguiçosa no caso do trabalho) com os outros ao seu redor é comum em qualquer lugar do mundo.

Digo, há pessoas egoístas assim em qualquer lugar do mundo, seja por causa de um jogo de beisebol, um anime, um livro de vampiros febre ou um astro de tv.

Gente chata e coisas que você não se identifica há em qualquer lugar do mundo. E ó, uma surpresa para quem nunca conversou com um gringo: corrupção também. Serviço social porco também. Leis que não funcionam idem...

“Ah, mas só porque eu nasci aqui não significa que eu devo louvar minha pátria”. Sim, é o seu direito achar que nada dessas características que te influenciaram enquanto você cresceu não são dignas de serem elogiadas ou fazer parte de seu orgulho.

Porém, é direito meu, e de outras pessoas, curtir isso. Eu vejo tantas coisas com olhos deslumbrados provavelmente por culpa dos meus familiares. Ouvir alguém que participou da revolução de 30, que se beneficiou dos novos direitos do trabalhador estipulado pelo Vargas, que viu a nova capital crescer, que te fala sobre as metáforas daquela letra da ditadura. Ser levado a uma cidade histórica para ver danças folclóricas e conhecer a comida local... isso tudo faz diferença. Você passa a olhar tudo isso como parte da sua identidade. E olha que musicalmente falando eu me identifico muito mais com o rock inglês (culpa dos meus familiares também) do que com chorinho, mas nunca vou falar que aquela pessoa que prefere sertanejo é pior que o americano que escuta country ou pop. Ninguém é pior ou melhor pela escolha cultural que faz (desde que não incomode ninguém...).

*Não vou entrar no mérito de cultura boa ou ruim, significativa ou fútil, isso vai acabar sendo tema de outra semana e aí vocês podem arregaçar as mangas para me detonar... Tô considerando cultura aqui escolhas e hábitos em comum de uma nação.

O mais engraçado é que algumas pessoas só vêem certas qualidades nossas quando alguém de outro país aponta. A mídia adora fazer isso, né, ela mesma quase não aponta coisas diversificadas do país inteiro (só vai com a onda do momento..), mas quando aparece um jornal estrangeiro falando alguma vantagem nossa, pronto, é tema para dois Fantástico. É preciso ir a Usp ver o tanto de alemão que tem por lá, que batalhou por uma bolsa para conseguir um intercâmbio brasileiro, para se mancar que não estamos tão ruim assim. É preciso ouvi-los elogiando diversas coisas que temos aqui para bater o estranhamento de “nossa, isso não tem no seu país? Como assim?”.


Um exemplo muito bobo que ouvi esses dias foi de uma amiga que mora com uma alemã em São Paulo. Ela comentou que na primeira vez que a menina foi fazer compras rolou uma preocupação já que ela é celíaca e, assim, não pode comer glúten. Na Alemanha ela tem uma lista elaborada por tentativa e erro (e indicação médica) com os produtos que ela pode ou não comer e aqui ela não saberia nem por onde começar, teria que ir a um médico aqui para ver isso, enfim... estava preocupadíssima, até que ela olha o rótulo de um produto qualquer brasileiro e bem grande está escrito: contém glúten. Em outro escrito produto está escrito: não contém glúten. Pronto, a menina começou a falar que aqui é o melhor país do mundo... ok, claro, exagerando, mas quem vê essa pequena observação nas embalagens e valoriza isso? Nossas leis são fracas, nosso sistema judicial não funciona, o governo é uma porcaria, mas ó, temos uma lei de embalagem que um pais taxado como primeiro mundo não tem.

Ah, então só por causa do glúten eu devo ser patriota? Não... não é isso que eu quis dizer, só quis demonstrar que ás vezes precisamos que alguém de fora destaque certas vantagens que temos aqui para nos mancarmos que a situação não é tão ruim assim. Particularmente eu não ligo muito política e situação financeira com patriotismo, eu relaciono o patriotismo ao fato de você se identificar com certos aspectos da cultura nacional e ter orgulho disso. Ponto, é isso eu que considero patriotismo válido, todos esses outros fatores políticos eu vejo como um problema seríssimo de organização e que, infelizmente, é apoiado pela maioria da população por puro comodismo ou falta de escolha.

Bem, para terminar, quero comentar sobre uma coisa que me faz ser patriota mesmo: o som do nosso português. Sou completamente apaixonada pelo som de nossas vogais, nossos L- LH – NH – R – S. Amo a sonoridade e, tá, nossa escrita (ainda mais com o português “novo”) não é a mais prática para nossa fonética (como a língua francesa em que os acentos realmente representam como a pessoa fala...), mas eu amo o português. AMO. (mesmo assassinando-o ocasionalmente como fiz nesse texto).

O post ficou grande de novo e sei que despertei o ódio de muita gente que continuou a ler corajosamente esse texto. Entretanto espero que pelo menos alguns dos leitores reclamões reflitam um pouquinho mais antes de começar o discurso de brasileiro-pobre-coitado cada vez mais comum entre os textos que leio na internet.

Até a próxima semana. Se o serviço instável de internet desse país deixar, é claro...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Patriotismo

Olá caros leitores, a Mavors Green escolheu o tema “Patriotismo” para essa semana.

Primeiramente tenho a má notícia (para mim, é claro) que estou doente, dêem um desconto se o post não ficar bom hehehe, a dor de cabeça e a febre estão me matando, mas vamos ao que interessa.

A Copa acabou, a Espanha foi campeã merecidamente e o polvo virou atração mundial, mas alguns podem querer perguntar: O que isso tem a ver com patriotismo?

Tudo, a Copa do Mundo é o maior evento ao redor desse planeta azul, e é justamente nesse período que a grande maioria lembra em que país mora, e os brasileiros tem orgulho de mostrar isso a todos (salve as exceções), “temos” a melhor Seleção de Futebol do mundo, a mais vitoriosa, a que ergueu mais vezes o caneco, é uma das poucas coisas que os patriotas podem se orgulhar e é o momento que surgem incontáveis “pseudo-patriotas”.

Eles colocam bandeirinha nos carros, pregam adesivos da mesma em diversos lugares, fazem propagandas com o tema em todos os meios de comunicação, querem que o mundo todo veja que eles são brasileiros, nesse momento todos têm orgulho de bater no peito e dizer: Eu sou Brasileiro.

Felizmente eu estou entre as exceções, não tenho muito orgulho da tão idolatrada pátria amada, antes que me julguem entre os “pseudo-patriotas”, aqueles que viram a casaca depois que a Seleção Brasileira saí de campo com a cabeça baixa, eu torci pela Argentina na Copa, e não apenas nessa Copa, sempre torci pelas Seleções da Argentina e Inglaterra, não sei o porquê dessa rivalidade com os argentinos, mas eu não ligo a mínima e não tenho motivo algum para tê-la.

O motivo de eu não ser patriota é simples, esse é um dos países com maior desigualdade social do mundo. Os nossos governantes que teoricamente representam o povo, e que deveriam arrumar isso, não estão ligando muito, contando que eles possam roubar tranquilamente. Os impostos, uma vergonha, o Brasil cobra impostos no nível de países de primeiro mundo, o problema em si não é a quantidade de tributos, mas cadê o retorno? Você o vê em algum lugar? Pelo menos nos países desenvolvidos você vê.

Alguém poderia me dizer por que ser patriota nesse país? Ou por que você é patriota? Por que eu não encontrei um bom motivo, não levo em consideração a questão geográfica, eu poderia ter nascido em qualquer outro país do mundo, dei o azar ou sorte de ter nascido aqui, existem países bem piores e melhores. As belezas naturais? Todo país tem as suas. Por eu poder estar falando isso aqui sem ser preso? É o mínimo que um país decente pode fazer.

Não confundam não ser patriota com não gostar do povo brasileiro. O povo brasileiro é fantástico, as pessoas são receptivas, a grande maioria bondosa até, e é um povo tranqüilo, pacífico, chegando a ser acomodado demais, o que é uma pena, pois é o grande culpado pelo Brasil não ser um país melhor. Apesar de eu não acreditar que os políticos candidatos sejam capazes de mudar completamente essa situação, acredito que eles podem melhorar de pouco em pouco, a Copa se foi pessoal, as eleições estão aí, vamos votar consciente, o Brasil pode mais.

Enquanto essa lastimável situação não é alterada, a foto abaixo resume bem o país.

Por hoje é só pessoal (:

Complementos sobre os impostos:
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/impostos-carga-tributaria/contexto2_g2.html
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-comparacao-das-cargas-tributarias-do-brasil-com-outros-paises/45774/

domingo, 11 de julho de 2010

Fases da Vida: Renascimento

Vou explicar mais ou menos uma fase da minha vida pautada em música. Essa fase resume todos os meus gostos e afazeres de hoje, a mais bela prova que nós somos resultados de nossos atos e escolhas passadas.

Mais ou menos em 2001. Eu tinha 13 anos e estudava na 8ª serie. Todo mundo ouvia isso:

Eu, para desespero da minha mãe, ouvia isso:



Vocês podem achar engraçado eu tratar o assunto "Renascimento" quando deveria falar das fases da vida.

Mas acompanhem comigo a estrofe que faz todo sentido no que estou tentando passar pra vocês:

A leader, a learner
A lawful beginner
A lodger of lunacy
So lucid in the jungle
A helper, a sinner
A scarecrow's agonyzing smile

Nessa fase que nós queremos mesmo ser heróis. Ser alguém no meio da multidão e chamar a atenção. Imaginamos-nos com super poderes e pegando todas as menininhas da escola. Talvez por causa disso queiramos ter atitudes que nos mostram como somos especiais, de como temos algo que nos tornam admiráveis perante as outras pessoas. Muitos de vocês podem discordar, mas o motivo principal da busca dos refúgios comuns da vida adolescente (álcool, drogas, cigarro, heavy metal, mais drogas) precedem dessa doutrina. Todas as pessoas que me passaram esses CDs e me enfiaram nesse mundo liam muitos livros, tocavam instrumentos, falavam mais de uma língua, jogavam aqueles jogos que usavam mais de 1 CD (vulgo os final fantasy) e entendiam de tudo sobre o que, uns anos depois, conheceríamos como digitalização de informação (aquela mesmo, a informática). Eles não eram nenhum cavaleiro do zodíaco, mas tinham enormes super poderes. Esses sim me traziam a admiração. Mas o que me fazia pensar que com isso ia pegar todas as menininhas da escola ou fariam os caras te acharem o Chuck Norris?


(não que fosse legal parecer ele, naqueles anos ele era só o personagem do texas ranger xD).

Aqui vemos outro choque cultural que essa fase nos proporciona: nem sempre o que traz admiração a nós admira a nossa volta. Resumindo, a multidão não está nem aí se você fala 2 línguas ou se você lê livros. Ela que saber quantos gols você faz na educação física (que, aliás, praguejava por existir, porque o maldito professor ganhava dinheiro à custa de dar uma bola e ficar assistindo os outros jogarem). A profissão mais almejada depois de "jogador de futebol" era, adivinhem, professor de educação física. Por querer mostrar o quanto você é "legal" por NÃO ser assim, você acaba sendo o "babaca". A reação foi adversa, afinal, o maior problema de ser um idiota é não saber que é um. Ao contrario de hoje (SIM, isso acontece nos dias de hoje), a cultura "cult" nunca foi parâmetro pra ser legal. Brigava com a sala até pra frase da camiseta da 8ª serie (que aliás, foi um lixo e eu não comprei, xingava o governo quando na verdade os chimpanzés eram eles mesmos, coniventes com a progressão continuada)

Estou abordando essa fase em especial pelo retro de ontem que eu tive ao ver o show do angra em Araraquara. Foi como ouvir Rebirth pela primeira vez. A Lawful beginner.

Abraço e espero que tenham gostado!

Escrito por,

Willian Brandimarte - Analista Implementador
e-mail/msn: gattsreturned@hotmail.com